AS TRÊS MODALIDADES DE AÇÃO DESPERTA

A consciência pode fluir para o que fazemos de três maneiras e, assim, por nosso intermédio, penetrar no mundo. São três modalidades que nos permitem alinhar nossa vida com o poder criativo do universo. Modalidade corresponde à freqüência energética subjacente que chega às nossas ações e as conecta à consciência desperta que está surgindo no mundo.

A menos que decorra de uma dessas três modalidades, qualquer coisa que façamos será marcada pela disfunção e pertencerá ao ego. As modalidades podem mudar no transcorrer do dia, e uma delas talvez seja predominante num estágio específico da nossa vida. Cada uma delas é adequada a determinadas situações.

As modalidades de ação desperta são aceitação, prazer e entusiasmo. Cada uma delas representa uma freqüência vibracional da consciência. Precisamos estar atentos para garantir que uma modalidade permaneça ativa sempre que estivermos envolvidos na execução de algo – da tarefa mais simples à mais complexa. Caso não estejamos nem no estado de aceitação, nem de prazer nem de entusiasmo, é porque estamos causando sofrimento a nós mesmos e aos outros.

A ACEITAÇÃO

Embora possamos não gostar de fazer determinadas coisas, precisamos ao menos aceitar que temos de executá-las. Aceitação significa o seguinte: por enquanto, o que esta situação, este momento, requer de mim é isto, então eu o faço de boa vontade. Já tratei da importância da aceitação interior do que acontece – e a aceitação do que devemos fazer é apenas outro aspecto disso. Por exemplo, provavelmente você não vai gostar de trocar um pneu à noite num lugar deserto e em plena chuva, e muito menos ficará entusiasmado com essa idéia. No entanto, pode se resignar a aceitar esse fato. Praticarmos uma ação no estado de aceitação é estarmos em paz enquanto a realizamos. Essa paz é uma vibração energética sutil que, em seguida, se transfere para o que estamos fazendo. Na superfície, a aceitação parece um estado passivo, entretanto ela é ativa e criativa porque traz algo novo ao mundo. Essa paz, essa vibração energética sutil, é a consciência. E uma de suas maneiras de se revelar é através da ação abnegada, que é um aspecto da aceitação.

Caso você não consiga encontrar prazer no que vai fazer nem aceitar que deve executar isso – pare. Caso contrário, não estará assumindo a responsabilidade pela única coisa pela qual pode de fato se responsabilizar e que também é algo que importa de verdade: seu estado de consciência. E, se você não assume a responsabilidade pelo seu estado de consciência, não assume a responsabilidade pela vida.

O PRAZER

A paz que acompanha a ação resignada transforma-se numa grande animação quando gostamos de verdade do que estamos fazendo. O prazer é a segunda modalidade da ação desperta. Na nova Terra, ele substituirá o querer como a força motivadora dos nossos atos. O querer deriva da ilusão do ego de que somos um fragmento isolado que está desligado do poder que se encontra por trás de toda criação. Por meio do prazer, nos conectamos a esse poder criativo universal.

Quando tornamos o momento presente, e não o passado nem o futuro, o nosso ponto focal, a capacidade que temos de gostar do que estamos fazendo aumenta extraordinariamente e, com ela, a qualidade da nossa vida. A alegria é o aspecto dinâmico do Ser. Sempre que o poder criativo do universo está consciente de si mesmo, ele se manifesta como prazer. Não precisamos esperar que aconteça algo “significativo” para que possamos nos alegrar com o que realizamos. Existe mais significado no prazer do que podemos precisar. A síndrome de “esperar para começar a viver” é um dos erros mais comuns do estado inconsciente. A expansão e a mudança positiva no nível exterior têm muito mais probabilidade de ocorrer na nossa vida se formos capazes de sentir prazer no que já estamos empreendendo, em vez de esperarmos por uma mudança para então passarmos a gostar do que fazemos.

Não peça permissão à sua mente para apreciar o que você faz. Tudo o que obterá como resposta será uma série de motivos pelos quais não poderá sentir prazer naquilo. “Não agora. Não vê que está ocupado? Você não tem tempo. Talvez amanhã possa começar a sentir prazer…”, dirá a mente.

Esse amanhã nunca chegará, a não ser que você comece a sentir prazer com o que está executando agora.

Sempre que dizemos “gosto de fazer isto”, na verdade estamos cometendo um equívoco. Isso dá a impressão de que o prazer vem da ação, mas não é o caso. Ele flui para o que estamos fazendo e, dessa maneira, para o mundo, partindo do nosso íntimo. O erro de pensar que o prazer tem origem naquilo que executamos é normal. Porém, é também perigoso porque cria a idéia de que ele pode ser produzido por alguma coisa ou atividade. Assim, esperamos que o mundo nos dê prazer, felicidade. Entretanto, o mundo não consegue fazer isso. É por esse motivo que muitas pessoas vivem num permanente estado de frustração. A realidade não lhes concede aquilo de que elas pensam que precisam.

Então, qual é a relação entre algo que estamos fazendo e o prazer? Sentimos prazer com qualquer atividade em que estejamos plenamente presentes, com toda ação que não seja apenas um meio para alcançarmos um fim. O que nos proporciona essa sensação não é o ato que executamos, e sim a energia vital que flui para ele. Essa animação e o que nós somos existem como uma coisa só. Isso significa que, quando temos prazer em fazer algo, estamos de fato sentindo a alegria do Ser no seu aspecto dinâmico. E por isso que tudo o que nos dá prazer nos coloca em contato com o poder que está por trás de toda criação.

Vou apresentar agora uma técnica espiritual que proporcionará mais poder e expansão criativa à sua vida. Faça uma lista das atividades cotidianas que você executa com freqüência. Inclua aquelas que considera desinteressantes, chatas, entediantes, irritantes ou estressantes. No entanto, não acrescente nada que você odeia ou detesta fazer – esses são casos
para aceitação ou para deixar de realizar essas ações. Da relação podem constar a ida para o trabalho e a volta para casa, a compra de mantimentos, a preparação da comida ou qualquer coisa que você considere maçante ou estressante na sua rotina diária. Depois, quando estiver executando essas atividades, permita que elas sejam um veículo para o estado de alerta. Esteja absolutamente presente no que está fazendo e sinta sua atenção, o silêncio vivo dentro de você, como o pano de fundo desse ato. Logo descobrirá que, em vez de estressante, monótona ou irritante, sua ação no estado de consciência elevada acaba se tornando agradável. Para ser mais preciso, o que lhe dá prazer não é a ação externa em si, mas a dimensão interna da consciência que flui para ela. Isso é encontrar a alegria do Ser no que você está executando. Caso sinta que não há significado na sua vida ou que ela está cheia de tensão ou tédio, é porque ainda não incorporou essa dimensão. Agir com a consciência desperta ainda não se tornou seu objetivo principal.

A nova Terra surge à medida que um número cada vez maior de pessoas vai descobrindo que seu propósito mais importante na vida é trazer a luz da consciência a este mundo e, assim, usa suas ações, sejam elas quais forem, como um veículo para a consciência.

A alegria do Ser é a alegria de estar consciente.

Então, a consciência desperta toma conta do ego e começa a conduzir nossa vida. Podemos descobrir que uma atividade em que estivemos envolvidos por um longo tempo começa a se tornar naturalmente algo bem maior quando fortalecida pela consciência.

Algumas das pessoas que, por meio da ação criativa, enriquecem a vida de muitas outras estão simplesmente fazendo aquilo de que mais gostam – não têm a intenção de alcançar nada nem de se tornar nada por meio dessa atividade. Podem ser músicos, artistas plásticos, escritores, cientistas, professores, construtores ou indivíduos que criam novas estruturas sociais ou empresariais (negócios conscientes). Há casos em que sua esfera de influência permanece restrita durante alguns anos. Depois, súbita ou gradualmente, uma onda de poder criativo flui para o que eles estão executando. Assim, sua atividade se expande ultrapassando tudo o que possam ter imaginado e atinge um número imenso de pessoas. Além do prazer, uma intensidade é agora acrescentada às suas realizações e, com ela, surge uma criatividade que supera qualquer coisa que um ser humano comum poderia empreender.

Em casos como esse, não devemos deixar que isso nos suba à cabeça porque um remanescente do ego pode estar se escondendo justamente ali. Ainda seremos um ser humano comum. O que é de fato extraordinário é o que entra no mundo por nosso intermédio. Mas essa é uma essência compartilhada por todos os seres. Hafiz, poeta persa do século XIV e mestre sufista, expressa essa verdade de forma maravilhosa: “Sou como um orifício na flauta pelo qual passa o sopro de Cristo. Ouça a música.”1

O ENTUSIASMO

Enfim, existe outro modo de manifestação criativa que pode ocorrer àqueles que permanecem coerentes com seu propósito interior de despertar. De repente, um dia, eles ficam sabendo qual é seu propósito exterior. Têm uma grande visão, uma meta, e, dali por diante, trabalham no sentido de implementá-la. Em geral, ela costuma estar ligada de alguma maneira a algo que eles apreciam e que já estão realizando numa escala menor. É nesse ponto que entra a terceira modalidade de ação desperta: o entusiasmo.

O entusiasmo mostra que existe um profundo prazer no que fazemos e o elemento adicional de uma meta ou de uma visão em nome da qual trabalhamos. Quando acrescentamos uma meta ao prazer proporcionado por nossa ação, o campo energético ou freqüência vibracional muda. Certo grau do que podemos chamar de tensão estrutural é agora acrescentado ao prazer e, assim, ele se transforma em entusiasmo. No ponto máximo da atividade criativa alimentada por esse sentimento haverá enorme intensidade e energia por trás do que executamos. Vamos nos sentir como uma flecha em direção ao alvo – e sentindo prazer no trajeto.

Aos olhos de um espectador pode parecer que estamos sob estresse contínuo, porém a intensidade do entusiasmo não tem nada a ver com tensão. Só nos estressamos quando nossa intenção de atingir a meta é maior do que a vontade que temos de fazer o que estamos realizando. Nesse caso, o equilíbrio entre prazer e tensão estrutural se perde, e esta última vence. O estresse costuma ser um sinal de que o ego voltou e, assim, nos privamos da energia criativa do universo. Em seu lugar restam apenas a força e a tensão do desejo egóico. Com isso, precisamos lutar e “trabalhar duro” para alcançar o objetivo. A tensão diminui tanto a qualidade quanto a eficácia do que executamos sob sua influência. Também existe uma forte ligação entre ela e as emoções negativas, como ansiedade e raiva. O estresse é tóxico para o organismo e vem sendo reconhecido como uma das principais causas das chamadas doenças degenerativas, entre as quais o câncer e os males cardíacos.

Ao contrário da tensão, o entusiasmo tem uma elevada freqüência energética e assim vibra em consonância com o poder criativo do universo. É por isso que Ralph Waldo Emerson disse: “Nada grandioso jamais foi alcançado sem entusiasmo:”2 A palavra “entusiasmo” deriva do grego antigo – en e theos, que significa “em Deus”. O termo correlato enthousiazein corresponde a “estar possuído por um deus”. Com o entusiasmo,descobrimos que não precisamos fazer tudo sozinhos. Na verdade, não existe nada importante que possamos executar sozinhos. O fluir constante do entusiasmo produz uma onda de energia criativa, e tudo o que temos a fazer então é aproveitá-la.

O entusiasmo confere um imenso poder ao que realizamos, por isso todos aqueles que não buscam o acesso a essa energia poderão olhar para nossas” conquistas com assombro e equipará-las a quem nós somos. No entanto, nós conhecemos a verdade que Jesus ressaltou quando disse: “De mim mesmo não posso fazer coisa alguma.”3 Ao contrário do querer egóico, que gera oposição em proporção direta à intensidade do seu desejo, o entusiasmo nunca produz confronto. Sua atividade não cria vencedores nem perdedores. Ele se baseia na inclusão dos outros, e não na sua exclusão. Não precisa usar nem manipular as pessoas, pois é a energia da criação propriamente dita e, assim, não tem necessidade de extrair energia de nenhuma fonte secundária. Enquanto o desejo do ego sempre tenta tirar de alguma coisa ou de alguém, o entusiasmo contribui com sua própria abundância. Quando encontra obstáculos na forma de situações adversas ou de pessoas que não cooperam, ele nunca os ataca. Ao contrário: ou os contorna, ou cede, ou os aceita, convertendo a energia oposta numa energia útil, o inimigo num amigo.

O ego e o entusiasmo não podem coexistir. Um implica a ausência do outro. O entusiasmo sabe para onde está indo, embora, ao mesmo tempo, esteja alinhado com o momento presente, a fonte da sua vitalidade, do seu prazer e do seu poder. Ele não “quer” nada porque não sente falta de nada. Encontra-se num estado de unificação com a vida. E, por mais dinâmicas que sejam as atividades inspiradas por ele, não nos perdemos nelas. Há sempre um espaço silencioso, mas intensamente vivo, no centro da ação, um núcleo de paz em sua essência – ele é a fonte de tudo e, ainda assim, permanece intocado pelo que quer que seja.

Por intermédio do entusiasmo entramos em completo alinhamento com o princípio criativo que emana do universo, sem, contudo, nos identificarmos com suas criações, isto é, com o ego.

Quando não existe identificação, não existe vínculo – uma das maiores causas do sofrimento. Depois da passagem de uma onda de energia criativa, a tensão estrutural diminui novamente, enquanto nosso prazer com o que estamos fazendo permanece. Ninguém pode viver num estado permanente de entusiasmo. Uma nova onda de energia criativa poderá surgir mais tarde e produzir um entusiasmo renovado.

Quando o movimento de retorno direcionado à dissolução da forma se estabelece, o entusiasmo não nos serve mais, pois ele pertence ao ciclo de crescimento e expansão da vida. É apenas pela resignação que conseguimos nos alinhar com o movimento de retorno – a jornada de volta ao nosso lar.

Resumindo: o prazer com aquilo que realizamos, combinado a uma meta ou visão para a qual trabalhamos, transforma-se em entusiasmo. Embora tenhamos um objetivo, o que estamos fazendo no momento presente tem que permanecer como o ponto focal da nossa atenção. Caso contrário, não estaremos mais em sintonia com o propósito universal.

Não deixe que sua visão ou meta seja uma imagem inflada de si mesmo e, portanto, uma forma disfarçada do ego, como querer tornar-se uma celebridade do cinema ou da televisão, um escritor famoso ou um empreendedor milionário. Procure também se assegurar de que sua meta não esteja concentrada em ter alguma coisa, como uma mansão de frente para o mar, sua própria empresa ou uma fortuna no banco. Uma auto-imagem exacerbada ou uma visão de si mesmo como alguém que tem isso ou aquilo são propósitos estáticos e, portanto, não lhe dão poder. Em vez disso, torne seus objetivos dinâmicos, isto é, voltados para uma atividade em que você esteja envolvido e pela qual se ligue a outros seres humanos, assim como ao todo. Em lugar de se ver como alguém famoso, imagine que seu trabalho está sendo a fonte de inspiração para um grande número de pessoas e enriquecendo a vida delas. Observe como essa atividade aprimora ou aprofunda não apenas sua vida como a de muita gente. Sinta-se como uma abertura pela qual a energia flui da Origem não manifestada para toda a vida em benefício de todos.

Tudo isso requer que sua meta ou visão já seja uma realidade dentro de você, no nível da mente e do sentimento. O entusiasmo é o poder que transfere o projeto mental para a dimensão material. Esse é o uso criativo da mente, e é por isso que, nesse caso, não há envolvimento do querer. Você não pode manifestar o que quer, só é capaz de expressar o que já tem. Embora possa conseguir o que deseja por meio de muito trabalho e estresse, essa não é a maneira de ser da nova Terra. Jesus nos deu a chave para o uso criativo da mente e para a manifestação consciente da forma quando disse: “Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que tendes recebido, e ser-vos-á dado.”4

Trecho do livro: Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência – de Eckart Tolle

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A Consciência de Riqueza

Vou começar a postar a Consciência da Riqueza no Campo de Todas as Possibilidades do Livro Criando Prosperidade de Deepak Chopra.

Espero que gostem da leitura.

Deixe as águas se assentarem; você verá as estrelas e a lua espelhadas no seu Ser.
-Rumi

A magia da Atenção

Até agora falei sobre os passos que conduzem à fartura num sentido materialista, mas a riqueza material ou dinheiro é apenas um dos meios que contribuem para a realização dos nossos desejos. Quem possui riqueza ou fartura pode facilmente realizar seus desejos, quer eles pertençam ao reino material ou estejam relacionados às necessidades emocionais, psicológicas e espirituais. A atenção de uma pessoa realmente rica jamais está focalizada apenas no dinheiro que ela possui.

Se você tem milhões no banco, mas passa o tempo todo preocupado com eles, pensando em aumentá-los, na possibilidade de que não sejam suficientes ou de perdê-los, você é pobre, não importa a quantia de dinheiro que possui. Como disse Oscar Wilde:”Existe apenas uma classe social que pensa mais em dinheiro do que os ricos. São os pobres. De fato, os pobres não conseguem pensar em mais nada”. Possuir a verdadeira riqueza ou fartura é viver totalmente despreocupado com tudo o que existe na vida, inclusive dinheiro. Portanto, a consciência de riqueza é a certeza de que existe um manancial inesgotável de fartura. E, como vimos anteriormente, a fonte de toda realidade material é o absoluto, o campo único onde se encontram todas as possibilidades.

Não podemos conhecer esse campo somente pensando nele porque, por definição, ele transcende o pensamento, mas nada nos impede de vivenciarmos sua existência, indo muito além dos pensamentos, chegando a ponto de conhecê-lo tão intimamente como conhecemos nossa própria natureza. É o que fazemos na prática da meditação. Quando transcendemos, indo além dos pensamentos, adquirimos o conhecimento diretamente, sem a intervenção das palavras, que só nos servem para nos distrair. Esse é mais um dos valiosos frutos da meditação. A principal vantagem de alternar a prática de meditação com a atividade física é que quanto mais mergulhamos no campo do Ser puro, da percepção pura, da consciência pura, mais nossas atividades vão absorvendo suas qualidades.

O conhecimento racional das qualidades do campo do Ser puro – infinito, ilimitado, abundante, farto, imortal – ajuda-nos a focalizar melhor nossa atenção nelas, o que só pode nos trazer benefício, porque, em última instância, o que vivenciamos é resultando da qualidade de nossa atenção. Neste capítulo eu gostaria de explicar com mais detalhes o que é o campo quântico. Os físicos dizem que quando nos aprofundamos no estudo dos átomos, indo além das partículas atômicas que os constituem e entrando na nuvem de partículas subatômicas que, por sua vez, constituem essas partículas atômicas, descobrimos que elas são tão pequenas que não podem ser vistas nem medidas. Não existem e nunca existirão instrumentos capazes de medir essas partículas subatômicas, que recebem nomes engraçados, como quarks, bosons, leptons e outros. De fato, elas são tão incrivelmente minúsculas que só podemos pensar nelas. Mas, você pode perguntar, se não conseguimos vê-las nem medí-las, como sabemos que existem? A resposta é: sabemos que elas existem pelos rastros luminosos resultantes de sua passagem, que podem ser vistos e até fotografados com instrumentos sofisticados, os aceleradores de partículas. E, é claro, se alguma coisa deixa rastro, essa coisa existe. Mas há algo interessantes ainda sobre essas partículas: elas só passam a existir quando queremos observá-las. Dessa forma, se estivermos diante de um campo quântico, cada vez que olhamos para ele essas partículas lampejam para a existência. Cada vez que desviamos a atenção delas elas desaparecem no vazio. São como pequeninas luzes que acendem e apagam num quarto às escuras.

Na escuridão do espaço infinito e ilimitado, as partículas passam a existir em conseqüência do simples ato de prestar atenção no campo. Enquanto não lhe damos atenção, elas são apenas uma probabilidade no campo de todas as possibilidades. Cada partícula subatômica é ao mesmo tempo uma onda, e é como onda que ela fica no campo até o momento da observação. O tamanho de uma onda é medido pela sua amplitude, que é metade do intervalo completo de qualquer vibração. Uma onda é difusa, não se restringe a uma determinada localização no espaço e no tempo. Por isso, a onda que é a partícula subatômica é chamada de “uma amplitude de probabilidade” e define a probabilidade estatística de se encontrar uma partícula em determinado local na hora da observação, ou seja, no momento de atenção.

É a atenção que “capta” essa onda, essa amplitude de probabilidade, e a traz para a existência material. Dessa forma, uma partícula subatômica é literalmente criada por você ou por mim através do ato da observação. Antes de a partícula ser observada, ela era apenas uma possibilidade matemática, uma probabilidade estatística.

Note a magia que há nisso! É a qualidade de nossa atenção que traz para a existência  material. Uma certa amplitude de probabilidade que fazia parte do campo infinito. Na verdade, toda criação material nada é além do eu interior sendo vivenciado por meio das diferentes qualidades de atenção que ele dá a si próprio. Se nossa atenção é dividida, estamos divididos. Se nossa atenção é plena, estamos plenos. Os sábios védicos ensinam: ”Mantenha sua atenção no que existe e veja sua plenitude em casa momento. A presença de Deus está em todos os lugares. Você tem apenas de abraçá-la conscientemente com sua atenção”.

Pegue seu Presente

Vou fazer-lhes uma pergunta em que a resposta é óbvia, mas nós temos uma grande dificuldade de aplicar isso nas nossas vidas.

Se eu pudesse lhe dar três opções de tempo para voce viver, Passsado, Presente e Futuro, qual deste voce quer pra voce?

O Passado? O Passado é história, já passou, não existe mais, só em nossas mentes. Nossa civilização, por esquecimento do verdadeiro momento onde tudo acontece,  literalmente vive no Passado, adoramos remoer aquele momento que sequer existe e assim nos sintonizamos com aquele arsenal de emoções completamente sem sentido.

O Futuro? O futuro é algo que nunca vai acontecer, sempre vai chegar, além de nos manter na expectativa daquilo que nunca vai existir, o Futuro ainda é um mistério para nós e nunca vai chegar.

O Presente? Sim, concordo com voce, o Presente é o único tempo que realmente existe, tudo, absolutamente tudo acontece no Presente, eu nunca soube de algo que “acontece” no Futuro e muito menos que “acontece” no Passado. O Presente é um presente como a própria palavra diz.

Creio que viver no Presente é algo maravilhoso, voce simplesmente esquece do Passado em sua mente, libera sua mente, e não se preocupa com o Futuro, fica em PAZ.

Tem um vídeo de Eckhart Tolle que gosto muito e ele fala algumas coisas que são de uma simplicidade irretocáveis sobre o Presente.  Para mim ele  é sem dúvidas um homem auto-realizado.

O Poder do Agora, viver esse momento integralmente, é simples, e nós conseguimos complicar tudo. Estou postando algumas “técnicas” para nos liberarmos de crenças e cada vez mais ficar no Presente, sermos absolutamente observadores do que acontece, do espetáculo da vida, sem dar absolutamente nenhuma interpretação, nada. Se conseguissemos, já, viver apenas esse Presente, nenhuma destas técnicas seriam necessárias, voce já estaria onde deve estar.

Permitir que tudo é como tem que ser, sem tentar colocar nada, absolutamente nada é uma experiência incrível, algo realmente Divino. Não se esqueça, por mais difícil que possa parecer, voce mesmo criou esse momento, cada átomo está ali porque voce é a consciência que traz tudo aquilo à manifestação, se não fosse voce, teríamos um punhado de átomos jogados.

Ficar no presente é simplesmente estar na Presença, não entrar na conversa de pensamentos e emoções, é simplesmente esvaziar nossa mente e fazer parte de tudo sem julgamentos.

Vivendo no Presente voce perceberá que aquele por quem voce busca já está aí, agora.

Aqui segue o vídeo de Eckhart Tolle, e eu quero que voce realmente ouça esse vídeo.

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Fiquem na PAZ do “EU”

Mauro Muller

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Liberando mágoas – A “PAZ” chega

Pouco antes de começar a escrever sobre o novo brinquedo da humanidade, me veio algo para escrever sobre nossas mágoas, que não era oportuno escrever sobre brinquedos da humanidade.

Nossa dificuldade em liberar mágoas é realmente “traumatizante”, nossa incapacidade de ver que somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas é quase sempre  nula. Preferimos, por medo de reconhecermos quem realmente somos, culpar aqueles que supostamente nos magoaram, e não passa pela nossa mente que nós mesmos que críamos aquilo, preferimos a zona de conforto culpando tudo e a todos pela nossa “situação”.

Numa determinada época de minha vida sofri “absurdamente” devido a um episódio que aconteceu comigo. Na época, já tinha lido inúmeros livros e sabia, mentalmente, o que acontecia e como funcionava, faltava a interiorização, meu EGO não me dava trela.

Uma vez me lembrei de algo escrito no UCEM (Um Curso em Milagres), para aqueles que não sabem esse livro trata do perdão, que fala que apenas as coisas de Deus são reais, apenas o AMOR é real, o resto passa. Diz que para nos “curarmos” de um relacionamento é necessário que cessemos de “focar”, lembrar, aquilo de “ruim” que aconteceu, aquilo que nos atormenta, fazer com que as coisas de Deus, o AMOR, pesem mais daquilo que supostamente nos magoou.

Não podemos nos esquecer que mesmo aquelas coisas “ruins” trazem em si um bem profundo e servem de grande aprendizado, até mesmo para não permitirmos que as mesmas situações retornem, para que nos respeitemos e nos amemos.

Foi exatamente isso que fiz, comecei a me lembrar apenas das coisas boas, das alegrias e devagar fui literalmente esquecendo das coisas “ruins”. Um dia me dei conta que não estava mais “focado” naquele acontecimento em si e hoje guardo apenas as lembranças boas, as de DEUS,  minha mente se libertou e fiquei literalmente em PAZ. Foi um processo bem doloroso, mas sai disso tudo muito mais forte do que nunca..

Algo que quero dizer e perguntar? Você acha que Deus culpa quem quer que seja? Deus julga quem quer que seja? Se você está de acordo que Deus não julga e nem culpa ninguém, nosso primeiro erro é culpar quem quer que seja por qualquer situação, nós somos os responsáveis. Existe uma diferença entre culpa e responsabilidade. Em breve vou escrever sobre essa diferença.

Eu realmente fui no fundo do poço, por isso minha convicção de que as técnicas que vou disponibilizar aqui funcionam, eu as experimentei.

Fico pensando como estaria hoje se tudo não tivesse acontecido, isso é algo que somente Ele pode me dizer.

Se alguém quiser uma cópia do UCEM completo eu tenho e ficarei feliz em compartilhar.

Fiquem na PAZ do “EU”
Mauro Muller

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